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Pesca Artesanal: Arte Xávega

A pesca artesanal da Arte Xávega é feita com rede de cerco e o seu equipamento é composto dum longo cabo com flutuadores, tendo na sua metade de comprimento um saco de rede em forma cónica (xalavar).

Esta tradição é desempenhada por grupos de pescadores chamados Campanhas. Cada Campanha é composta por dois grupos: o grupo do mar e o grupo da terra.

Praia da Torreira

Este tipo de pesca artesanal é praticada na Praia da Torreira. “O barco sai de terra mas deixa uma corda a que permanece ligado, dá uma volta a mais de 500 metros da costa, deixa a rede e volta”.

Antigamente a recolha da rede era feita com a ajuda de juntas de bois e força braçal, atualmente por tração mecânica, dois tratores.

“Quando o peixe chega à costa é separado consoante o tamanho e tipo de peixe. De seguida é colocado em pequenos lotes para ser leiloado na lota e vendido pelas vareiras. O peixe pode ser comprado diretamente aos pescadores logo que ele chegue à praia”.

Preservar a Arte Xávega

Atualmente, a pesca artesanal da Arte Xávega encontra-se em desuso, devido às dificuldades financeiras e à falta de adesão por parte dos jovens por ser um profissão de risco.

A palavra ‘xávega’ provém do árabe xábaka, que significa rede.

Fontes:

Portugal Things. A Tradição de Arte Xávega em Portugal: https://www.portugalthings.com/pt/a-tradicao-de-arte-xavega-em-portugal/

A volta à Ria de Aveiro em 80 experiências, Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, 2020.

Festa de São Paio da Torreira

A maior romaria da região de Aveiro

As celebrações religiosas realizam-se na Capela dedicada ao São Paio, no dia 8 de setembro, seguindo-se uma bonita procissão, que faz o trajeto do mar à ria.

Programa da Festa

Um dos momentos mais concorridos das festividades na Torreira é o concurso de “rusgas”, como são conhecidos os grupos de romeiros que tocam e cantam modas populares pelas ruas. Os festejos também incluem diversas outras atividades, como a regata de barcos moliceiros tradicionais à vela, a corrida de bateiras à vela, a corrida de chinchorros – barcos de pescadores usados na faina – e o espetáculo de fogo de artifício no mar e na ria.

Barco Moliceiro – Património Cultural Imaterial da Humanidade

A Construção do Barco Moliceiro

O barco moliceiro é uma embarcação tradicional de madeira originalmente concebida para a colheita de plantas aquáticas, uma atividade económica importante para a comunidade praticante. Construídos com madeira de pinheiro, estes barcos seguem técnicas de construção naval consagradas pelo tempo, que têm sido transmitidas de geração em geração. Os construtores navais utilizam uma ferramenta especial chamada «pau-de-pontos» para garantir medições precisas na construção. Cada barco moliceiro é também decorado com quatro painéis pintados com desenhos e legendas que muitas vezes transmitem uma mensagem humorística. Atualmente, a principal utilização dos barcos moliceiros é para passeios panorâmicos ao longo dos cursos de água.

Iniciativas para preservar o barco moliceiro

Os construtores de barcos trabalham principalmente sozinhos, embora por vezes recebam ajuda de familiares, aprendizes ou outros proprietários de barcos. Depois de o barco estar construído, os pintores dão os retoques finais, incluindo os painéis decorativos e o emblema do construtor naval. O conhecimento sobre a construção dos barcos moliceiros é transmitido através da tradição oral dentro das famílias e dos estaleiros. Nos últimos anos, foram criados cursos profissionais para ensinar o ofício. Espaços culturais e eventos como as regatas de moliceiros e os concursos de painéis ajudam a manter o significado cultural do barco, promovendo a unidade da comunidade.

Traduzido do Site da UNESCO – Património Cultural Intangível.